επιστήμη Revista Científica.

A teoria aristotélica da respiração:
Em seus tratados biológicos, Aristóteles estuda o processo de respiração no homem e nos animais, concluindo que se trata de um fenômeno de refrigeração, destinado a controlar o calor inato dos seres vivos. Ele analisa como se processaria esse fenômeno de refrigeração, em várias classes de animais, desenvolvendo observações, dissecações anatômicas e experimentos com animais. Proporciona um sistema teórico coerente, bem fundamentado sob o ponto de vista empírico e sistemático. Este artigo descreve essa contribuição de Aristóteles e discute os seus aspectos metodológicos, visando mostrar que a metodologia seguida por ele em seus estudos biológicos é essencialmente igual à da ciência moderna.
Teoria do conhecimento:
Apesar de ter sido discípulo de Platão durante vinte anos, Aristóteles (384-322 a.C.) diverge profundamente de seu mestre em sua teoria do conhecimento. Isso pode ser atribuído, em parte, ao profundo interesse de Aristóteles pela natureza (ele realizou grandes progressos em biologia e física), sem descuidar dos assuntos humanos, como a ética e a política. Para Aristóteles, o dualismo platônico entre mundo sensível e mundo das idéias era um artifício dispensável para responder à pergunta sobre o conhecimento verdadeiro. Nossos pensamentos não surgem do contato de nossa alma com o mundo das idéias, mas da experiência sensível. "Nada está no intelecto sem antes ter passado pelos sentidos", dizia o filósofo. Isso significa que não posso ter idéia de um teiú sem ter observado um diretamente ou por meio de uma pesquisa científica. Sem isso, "teiú" é apenas uma palavra vazia de significado. Igualmente vazio ficaria nosso intelecto se não fosse preenchido pelas informações que os sentidos nos trazem. Mas nossa razão não é apenas receptora de informações. Aliás, o que nos distingue como seres racionais é a capacidade de conhecer. E conhecer está ligado à capacidade de entender o que a coisa é no que ela tem de essencial. Por exemplo, se digo que "todos os cavalos são brancos", vou deixar de fora um grande número de animais que poderiam ser considerados cavalos, mas que não são brancos. Por isso, ser branco não é algo essencial em um cavalo, mas você nunca encontrará um cavalo que não seja mamífero, quadrúpede e herbívoro.
Teoria da Substancia:
as diversas abordagens e soluções trazidas ao longo dos séculos não apenas contribuíram para a exegese do Filósofo, mas desencadearam concomitantemente escolas e linhagens de pensamento cujos temas e questões ganharam autonomia em relação à própria obra de Aristóteles. Na interpretação desses textos, muitas vezes podemos perceber o desenrolar da história ocidental: que temas e problemas interessam e são preferidos, que visões de mundo são colocadas em jogo, que saberes ou ciências concorrem para orientar as perspectivas de cada tempo. Isso se reflete inclusive nos conceitos que prevalecem e nas suas traduções, que passam a valer como vocabulário básico e fundamental da filosofia e das ciências.
Teoria da Escravidão:
Aristóteles é um dos poucos filósofos da Antigüidade que se colocou
explicitamente o problema da legitimidade da escravidão e desenvolveu uma
doutrina sobre o tema, em particular no Livro I da Política.[1] Para justificar a
escravidão – que era a base do sistema econômico e social do seu tempo -
Aristóteles recorre à distinção entre “escravo por lei” e “escravo por natureza”.
Na sua época, havia críticos da escravidão que afirmavam que ela havia sido
introduzida pela força e pela violência, que não podem ser o fundamento do
justo. Aristóteles produz várias tentativas de definição do escravo natural, nem
sempre satisfatórias e convincentes, que encontram a sua justificação principal
na afirmação de que existe uma distinção entre quem é por natureza escravo e,
portanto, destinado a obedecer e quem é por natureza livre e, portanto,
destinado a comandar:
Comandar e ser comandado (árchein kai árchesthai) estão entre as condições
não somente necessárias, mas também convenientes; e certos seres, desde o nascimento (ek genetés), são diferenciados.
Teorias Aristotélicas
